Anuncios

 

5 de Junho de 2016
Texto Áureo
"Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade quenão venha de Deus; e as autoridades que há fora m ordenadas por Deus." (Rm 13.1)

Verdade Prática
Diante da sociedade, o crente tem deveres civis, morais  espirituais.
VEJA O SUBSÍDIO EM VÍDEO
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Rm 13.1 - É Deus que constitui as autoridades para que governem com justiça
Terça – Rm 13.2 – Resistir às autoridades é resistir à ordenação de Deus
Quarta – Rm 13.3 - As autoridades são constituídas para punir os que fazem o mal
Quinta – Rm 13.5 - Os crentes devem respeitar as autoridades
Sexta – Rm 13.7,8 - Pagando os tributos e não devendo nada a ninguém, a não ser o amor
Sábado – At 5.29 - A obediência a Deus deve vir sempre em primeiro lugar
 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 13.1-8
1 TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.
2 Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.
4 Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.
5 Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
6 Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
7 Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.

HINOS SUGERIDOS: 10,185,436 da Harpa Cristã
 OBJETIVO GERAL
Conscientizar que o crente tem deveres civis, morais e espirituais para com a sociedade na qual está inserido.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Apontar os deveres civis daqueles que foram alcançados pela graça divina;
Explicar os deveres civis dos crentes;
Relacionar os deveres espirituais dos crentes.
* INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Dando prosseguimento ao estudo da Epistola aos Romanos, estudaremos o capítulo 13. Neste capítulo Paulo mostra que a nossa vida de fé em Jesus Cristo precisa ser revelada em nossos relacionamentos interpessoais e com as autoridades constituídas. O crente deve respeitar e se submeter às autoridades legitimamente constituídas. Porém, isso não significa que ele deva concordar com o pecado daqueles que estão em uma posição de liderança, como por exemplo, a corrupção, o roubo e leis que são contrárias a Palavra de Deus, como por exemplo, a legalização do aborto. Somos cidadãos dos céus, mas enquanto vivermos neste mundo, precisamos pagar nossos impostos e seguir as leis estabelecidas (13.1-5). Nosso respeito e submissão as autoridades revelam o quanto amamos e respeitamos o Todo-Poderoso e as suas Leis.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudare­mos o capítulo 13 da Epístola o capítulo 13 da epístola aos Romanos. Paulo trata neste capítulo a respeito da relação dos crentes com as autoridades. Viver pela fé na justiça de Deus implica obedecer às leis, as autori­dades governamentais, pagar impostos e seguir as regras e normas estabelecidas, demonstrando então que somos uma nova criatura. A submissão do crente às autoridades revela seu amor e sua obe­diência às leis de Deus.

PONTO CENTRAL
O crente tem deveres civis, morais e espiritu­ais para com a sociedade.

I – DEVERES CIVIS (Rm 13.1-7)

1. A natureza do Estado.
O apóstolo Paulo parte do princípio de que toda autoridade é constituída por Deus. [...] "Não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus" (Rm 13.1 - ACRF). A tradução Almeida Corrigida Revisada Fiel usada aqui deixa ambíguo o sentido desse texto ao usar a palavra potestade em vez de autoridade. O termo potestade dá uma conotação de que a referência seja a seres espirituais. Todavia, o termo exousia (autoridade), que ocorre 102 vezes em o Novo Testamento grego, quatro vezes neste capítulo, possui o sentido, nesse contexto, de governantes civis. A referência, portanto, diz respeito às autoridades civis, quer locais, quer nacionais. O princípio da autoridade constituída, ou delegada, vem de Deus, e por isso o crente tem o dever de se submeter a ela. Esse princípio é fartamente documentado no Antigo Testamento, onde é mostrado que nenhum governante exerce autoridade fora do domínio de Deus (Pv 8.15,16; Dn 2.21; Is 45.1-7).

2. O propósito do Estado.
A natureza espiritual de um governo civil está no princípio da autoridade a ele delegada. O propósito da sujeição do crente à au­toridade constituída, segundo Paulo, é especificado em Romanos 13.3,4.
A razão dada é a promoção do bem e a punição do mal por parte da autoridade. Em outras palavras, a manutenção da ordem. Sem obediência a autoridade corre-se o risco de se cair numa anarquia. É por isso que o apóstolo diz que o governo é ministro de Deus para a promoção do bem comum, bem como para frear o mal.

A palavra ministro, no grego, é diáconos, vocábulo que mostra o princípio divino por trás do governo humano. São ministros a serviço de Deus, mesmo que sejam governantes pagãos, como, por exemplo, os imperadores Ciro e Nabucodonosor (Is 45.1; Dn 4.17).

3. A igreja e o Estado.
Paulo mostra que a sujeição por parte dos cristãos às autoridades deve-se primeiramente por razões de obediência. Nesse caso o crente deve submeter-se ao poder coercitivo da lei, pagando impostos e tributos. É interessante notar que Paulo fala de dois tipos de tributos nesse capítulo, phorose e telos.

O primeiro termo é uma referência aos impostos diretos enquanto a segunda aos indiretos. Paulo aconselhou os crentes a cumprirem seus deveres pagando seus impostos (Mt 22.21). Mas havia uma razão a mais para a submissão à autoridade - a consciência do crente. O crente não deve­ria se sujeitar a autoridade simplesmente por medo da lei, mas por uma questão de consciência diante de Deus.

O princípio bíblico em relação às autoridades é que o cristão as respeite e as honre (Rm 13.7). A desobediência civil só se justifica no caso de conflito entre a lei humana e a divina (At 5.29).

No caso de governos que decretam leis injustas e estados totalitários que privam o exercício da fé, o cristão, em razão da sua consciência para com Deus, deve moldar-se pela Palavra de Deus, para isso, estando disposto a assumir todas as consequências de seus atos.

SÍNTESE DO TÓPICO l
O crente tem deveres civis a cumprir.

SUBSÍDIO BILIOLÓGICO
Submissão as autoridades (Rm 13.1)
Toda alma esteja sujeita às potesta­des superiores. O apóstolo recomenda a submissão à autoridade constituída, A seguir, o texto declara a razão por que devemos nos submeter às autoridades: "Porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus', A palavra 'potestade' refere-se a "autoridade, ou poder delega­do'. Neste parte do versículo, Paulo declara que toda a autoridade vem de Deus.

13.2. Neste versículo, o resistir às autoridades significa resistir a Deus, por isso estamos legalmente obrigados a reconhecer e a obedecer às autoridades constituídas.

Resistir à autoridade é opor-se à lei divina, pois Deus mesmo reconhece a lei civil. Quebrar a lei ou transgredi-la implica em consequências negativas, isto é, em condenação, não só da parte das autoridades civis, mas também da parte de Deus.

133,5- "Porque os magistrados não são terror para as boas obras'.

Quando al­guém pratica o bem não terno que temer. Note que Paulo declara que a autoridade civil é ministro de Deus (v, 4), por isso, o crente deve orar a Deus pela autoridades constituídas e submeter-se a elas (v. 5). Devemos nos submeter às autoridades por dever de consciência. O crente obe­dece, não por medo de ser punido, mas porque sua consciência lhe mostra o que deve fazer" (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus, 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.139).

II DEVERES MORAIS - (Rm 13.8-10)

1. A dívida que todos devem ter.
O apóstolo reconhece os deveres do cristão em relação ao Estado, e aconselhou a não ficarem em débito com ninguém: "A ninguém devais coisa alguma [...]" (Rm 13.8). Em palavras atuais, significa que o crente deve ter o "nome limpo na praça". Por outro lado, Paulo reconhe­ce outra natureza de dívida, esta não negativa, mas positiva para o crente. A dívida do amor.

Não podemos dever nada a ninguém, exceto "o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei" (Rm 13.8).
Orígenes, um dos pais da igreja antiga, dizia que "a dívida de amar é permanente e nunca a saldamos; por isso devemos pagá-la diariamente, e sem dúvida, continuaremos devendo". Amar o Semelhante é uma obrigação moral que temos para com a raça humana.

2. A segunda tábua da lei.
Paulo ha­via falado muito sobre a Lei nos capítulos anteriores, e aqui novamente ele volta a citá-la: [...] "quem ama aos outros cumpriu a lei" (Rm 13.8). A lei dada a Moisés no Sinai foi escrita em duas tábuas (Êx 34.1).

Os quatro primeiros mandamentos enfa­tizam o relacionamento vertical, isto é, entre Deus e os homens: Não ter deuses estranhos; não fazer imagens; não profanar o nome de Deus e guardar o sábado. Por outro lado, os outros seis mandamentos são horizontais, isto é, enfocam o relacionamento entre as pessoas: Honrar os pais; não matar; não adulterar; não furtar; não dar falso testemunho e não cobiçar.
O interesse do apóstolo pelas relações interpessoais fica claro quando ele cita, em Romanos 13, esses mandamentos: "Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás [...]" (Rm 13.9).

3. O segundo grande mandamento.
Paulo reforça o seu argumento sobre a lei do amor citando Levítico 19.18. Ele conclui dizendo que "o cumprimento da lei é o amor" (Rm 13.10). O mandamento do amor sintetiza todos os outros precei­tos que promovem as relações (Rm 13.9).

SÍNTESE DO TÓPICO II
O crente precisa obedecer princípios morais estabelecidos por Deus.

Fonte: Lições Bíblicas de Adulto  - CPAD
2° Trimestre de 2016 – www.sub-ebd.blogspot.com
Divulgação: Blog †Subsídios EBD

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Deveres Morais (13.11-14)
Neste texto, encontramos um im­perativo moral para um viver cristão autêntico. É um apelo à vigilância cristã e à conscientização da urgência do tempo.
13.11. E isto digo, conhecendo o tempo'. Que há dentro desse tempo? São os sinais predeterminados da vin­da de Cristo. Por isso, a continuação do versículo 11 é uma exortação ao despertamento espiritual contra toda a indiferença e frieza. Estar despertado implica em estar de prontidão espiritual.

13.12. As obras das trevas se contrapõem às obras da luz pois são originadas pelo príncipe das trevas, e suas obras são más e traiçoeiras. Entre­tanto, o Senhor nos oferece as 'armas da luz' que são a graça, a bondade e a verdade do reino de Cristo.
13.13,14. "Andemos honestamente' (v. 13). Diz respeito ao comportamento moral do crente, não em glutonaria, nem em bebedeiras, nem em deso­nestidade, nem em dissoluções, nem em contendas e invejas'. Ora, o padrão neotestamentário rejeita as obras da carne. Deus abomina a licenciosidade e a intemperança. Porém, no versículo 14 Paulo convida: "Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo', Significa recebê-lo no coração e deixá-lo dominar inteira­mente a nossa vida. Não há vitória moral fora de Cristo. Estar revestido de Cristo é ter a presença pessoal do Espírito Santo dentro de nós, limpando e purificando o nosso interior" (CABRAL, Elienai, Ro­manos; O Evangelho da Justiça de Deus, S.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.140).

VOCÊ SABIA?
Por causa da consciência (Rm 13.5)
"Os governantes detêm o poder coercitivo que os habilita a fazer cidadãos de conformidade com as suas leis. Segundo Paulo, nos sujeitamos à lei não por dever, mas porque isso é correto. Os motivos são da responsabilidade de Deus". Para conhecer mais leia Guia do Leitor da Bíblia.

III – DEVERES ESPIRITUAIS (Rm 13.11-14)

1. Consciência escatológica (v. 11).
Encabeçando a lista dos deveres de natureza espiritual, Paulo apresenta um de natureza escatológica: "E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono [...]" (Rm 13.11). A palavra tempo, aqui, traduz o termo grego kairós, que significa tempo opor­tuno. Para o apóstolo, a vinda de Jesus era uma realidade sempre presente na vida do crente.

2. Consciência da salvação e do Espí­rito Santo (w. 11,14).
Nos dois últimos versículos de Romanos 13, observamos que há a necessidade de uma consciência que seja soteriológica e pneumatológica (Rm 13.11). A referência direta ao Salvador está na palavra salvação e a referência indireta ao Espírito Santo está na frase: [...]E não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Rm 13-14). É o Espírito quem produz o fruto na vida do crente de forma que este possa vencer as concupiscências da carne (Gl 5.19-22). Cabe ao cristão andar no Espírito para não satisfazer os desejos da carne.

SÍNTESE DO TÓPICO 1(1
O crente precisa obedecer princípios espirituais estabelecidos por Deus.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
Romanos 14.10-12
Cada um de nós dará contas do que faz a Cristo, não aos demais irmãos, Embora a Igreja procure ser inflexível em sua posição contra certas atividades ou comportamentos expressamente proibidos pelas Escrituras (adultério, homossexualidade, assassinato e roubo), ninguém deve criar regras e regulamen­tos adicionais, concedendo-lhes uma condição semelhante à lei de Deus, Muitas vezes, os cristãos baseiam seus critérios morais em opiniões, particula­ridades pessoais ou preceitos culturais, em vez de na Palavra de Deus. Quando o fazem, mostram como sua fé é fraca e não imaginam como Deus é suficiente­mente poderoso para guiar seus filhos. Quando nos colocamos perante Deus e prestamos contas de nossa vida, não nos preocuparemos com o que nosso vizinho cristão fez (2 Co 5.10)" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p.1575)

CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos as responsabilidades que o cristão deve assumir, tanto no convívio social como espiritual. Como ser social, temos deveres para com o Estado. Devemos respeitar a ordem estabelecida. Todavia, como ser moral e espiritual temos deveres para com o outro. Não somos apenas cidadão do céu (Fl 3.20), somos também cidadãos da Terra. Devemos investir nos relacionamentos horizontais, mantendo sempre em mente que o salvo em Cristo não é uma ilha. Precisamos uns dos outros.

PARA REFLETIR
A respeito da Carta aos Romanos, responda:
* Quem constitui as autoridades?
Deus. As autoridades são ministros a serviço de Deus, mesmo que sejam go­vernantes pagãos, como, por exemplo, os imperadores Ciro e Nabucodonosor.
* Qual a razão do crente se submeter às autoridades?
Paulo mostra que a sujeição por parte dos cristãos às autoridades deve-se primeiramente por razões de obediência.
O que pode acontecer quando a sociedade deixa de obedecer às autoridades?
Caos e desordem.
* Qual o princípio bíblico em relação às autoridades?
O princípio bíblico em relação às autoridades é que o cristão as respeite e as honre (Rm 13J).
* O que significa "a ninguém devais coisa alguma" (Rm 13.8)?
Em palavras atuais, significa que o crente deve ter o "nome limpo na praça". Por outro lado, Paulo reconhece outra natureza de dívida, esta não negativa, mas positiva para o crente. A dívida do amor. Não podemos dever nada a ninguém, exceto "o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei" (Rm 13.8).
Fonte: Lições Bíblicas de Adulto  - CPAD
2° Trimestre de 2016 – www.sub-ebd.blogspot.com

Divulgação: Blog †Subsídios EBD
 
Top