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I. O QUE É INCENTIVAR
Incentivar é estimular com o objetivo de levar o indivíduo a agir em determinada direção. Na situação docente, dizemos que a incentivação consiste em oferecer condições que despertem no aluno o desejo de aprender.
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Segundo o professor Luiz Alves de Mattos, incentivação é a atuação externa, intencional e bem calculada do professor para, mediante meios auxiliares, recursos e procedimentos adequados, intensificar em seus alunos a motivação interior, necessária para uma autêntica aprendizagem.
Porém, a simples existência de tais condições não garante sua eficácia. Somente quando há correspondência entre os incentivos e os motivos do aluno é que se pode afirmar a eficácia dos incentivos. Portanto, a incentivação para ser produtiva, terá de se transformar em motivação.
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1. Incentivar ou motivar
É inadequado dizer que se vai motivar alguém. O que se faz, realmente, é criar a necessidade, como na propaganda.
Em se tratando da situação ensino-aprendizagem, não é correto afirmar que o professor motiva o aluno.
O professor só pode incentivar o aluno. Incentivação e motivação são conceitos correlatas, mas não são iguais.
A incentivação é de ordem externa, isto é, parte de alguém, enquanto que a motivação é de ordem interna, pertence a alguém.
No ensino participativo, o professor desperta a motivação no aluno mediante vários incentivos. O incentivo dado ao aluno está voltado para a manipulação do saber em si mesmo.
O conhecimento não deve ser apenas arquivado, depositado, digerido conforme vem à boca. Só existe saber na busca inquieta, impaciente e constante. O conhecimento somente existe quando, de alguma forma, o conteúdo é manipulado, vivenciado, experimentado, deixando alguma impressão no aluno. Quando os saberes são transmitidos com esta finalidade, os alunos sentem-se motivados e entusiasmados para dar sua cooperação nas possíveis mudanças que ocorrerão.
Os alunos só se mostrarão motivados quando, ao invés de apenas arquivarem os depósitos que lhes fazem, passarem a desenvolver sua própria consciência crítica.


II. FONTES DE INCENTIVAÇÃO
1. Material didático
Os recursos didáticos, visuais e audiovisuais são excelentes elementos para garantir a continuidade do interesse dos alunos pela aula. São eles, segundo o pedagogo Leslie Briggs, os responsáveis pela constante estimulação dos educandos. Jesus usou vários recursos didáticos em seu ministério de ensino com a finalidade de estimular o interesse de seus discípulos por sua mensagem: referiu-se aos lírios, aos campos, à luz, ao sal, ao caminho, à porta, à rocha, à areia, à água, às redes, ao jugo etc. Do modo mais natural possível, o Mestre usava o que estivesse ao seu alcance para ensinar suas maravilhosas lições.

2. Ambiente da Escola Dominical adequado
O ambiente adequado faz parte dos fatores que condicionam a aprendizagem. Os estímulos do professor, as condições da sala de aula, os recursos gerais da escola convergem para um excelente trabalho educativo.
Cuidar do ambiente da escola significa propiciar aos alunos um clima favorável, agradável e conveniente ao processo de ensino-aprendizagem.
No ensino moderno a função precípua do educador é a de criar as condições psicológicas e ambientais necessárias para que a motivação se concretize no espírito dos alunos, possibilitando-lhes uma aprendizagem autêntica e eficaz.

3. A personalidade do professor
O modo de ser do professor, seu entusiasmo, dedicação, simpatia, empatia, amor pelo ensino, dinamismo, tolerância, paciência e compreensão podem despertar a motivação e o interesse dos alunos pelas aulas.

4. A necessidade de conhecimento
O desejo de conhecer, a inquietação científica e a curiosidade são inerentes ao espírito humano.
O professor deverá estar atento a qualquer oportunidade de provocar no aluno o desejo de obter conhecimento. A ausência do orgulho diante da realidade de "não saber" facilita e promove mais aprendizagens.

5. Aspiração vocacional do aluno
Descobrir a futura vocação ministerial é algo marcante para o aluno da Escola Dominical. Por isso, cada professor deverá sondar seus alunos a fim de conhecer seu ideal de trabalho na igreja.
Conhecendo sua aspiração vocacional, o mestre terá condições de relacioná-la aos conteúdos das disciplinas bíblicas de acordo com cada faixa etária.

6. Tendência à experimentação
O aluno, quando levado a fazer alguma coisa, pode tornar-se mais interessado. John Dewey disse que a educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura.
Os alunos precisam fazer alguma coisa agora, imediatamente. Todo conhecimento aprendido deverá ser levado a efeito, praticado, experimentado. Isso nos remete ao que disse o apóstolo Paulo:
Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto as minhas palavras como as minhas ações (Fp 4.9 - Bíblia na Linguagem de Hoje).

7. Ludicidade
Todo estudante, independente da idade, escolarização, ou nível de conhecimento, sente-se estimulado a aprender diante do divertimento, do prazer, da brincadeira, da curiosidade, ou da fantasia. Às vezes, um obstáculo à realização de uma atividade, tarefa, ou trabalho educativo, constitui-se num excelente elemento motivador, daí o uso dos jogos educativos na aprendizagem tais como: palavras cruzadas, quebra-cabeças, enigmas, jogos da memória, jogos de armar, dramatizações, simulações, estudo de casos etc.

Há alguns pontos que devem ser observados na preparação e execução das "brincadeiras bíblicas":

a) Reconheça que este recurso é importante e deve ser levado a sério. Não basta escolher uma lista de brincadeiras e jogá-las em cima do grupo.
b) Conheça as necessidades do grupo, idade, quantidade de alunos, contexto, aptidões etc.
c) Defina bem o objetivo que deseja alcançar na aula. Saber o momento exato de terminar a atividade. A competição nunca deve assumir importância suficiente para estragar o relacionamento e a comunhão entre os participantes.
Quando perceber que os integrantes estão exaltados, querendo apenas ganhar os pontos, é hora de encerrar, mudar os grupos e acalmar os ânimos. Esta é uma boa oportunidade para ensinar princípios bíblicos de vitória, fé, derrota, contentamento e consideração mútua (Fp 2.3,4; Rm 12.10).
d) Exija disciplina dentro da liberdade do jogo: fazer respeitar as regras, exigir honestidade, ser justo e ter o equilíbrio das equipes.
e) Conheça bem a atividade para poder explicá-la claramente.
f) Tenha o material à mão. Cuidado para não haver improviso!
g) Envolva todos os participantes do grupo nas brincadeiras, mantenha o bom humor, a alegria e a simpatia para com todos.

8. Aprovação social
Todos nós sentimos necessidade do reconhecimento do nosso trabalho.
O elogio honesto é poderosa força de incentivação. Há mestres que nunca elogiam o trabalho ou os esforços de seus alunos. Entretanto, quando estes erram, estão ávidos para reprová-los.

9. Desejo de distinguir-se
O estímulo à competição, quando não exagerado, torna-se um excelente incentivo. Entretanto, é preciso ter cuidado com a competição individual, tendo em vista seus aspectos deseducativos. O ideal é que se dê mais ênfase à competição entre grupos de alunos.

III. CONSELHOS PRÁTICOS PARA INCENTIVAR SEUS ALUNOS
1. Os alunos não aprendem mediante o que os professores fazem, mas com o resultado do que estes os estimulam a fazer.
 E imprescindível que tanto alunos quanto professores reconheçam essa verdade. Educandos não aprendem apenas ouvindo os educadores falarem.
Em contrapartida, os educadores não devem apenas falar aos educandos e supor que eles estejam realmente ouvindo.
Um conhecimento que não seja utilizado pelo aluno não subsiste por muito tempo. Aprender é evoluir.
2. Não existem duas pessoas que aprendem exatamente com a mesma rapidez. Cada aluno tem seu tempo de aprender. E importante que o professor conheça seus alunos individualmente para que possa planejar suas atividades tendo em vista o interesse de toda a turma. Muitos alunos que no começo têm dificuldades, mais tarde conseguem recuperar-se.
Nunca subestime um estudante realmente interessado. Desperte a curiosidade nos alunos e incentive- os a fazerem perguntas; depois, os ajude a encontrar as respostas.


 
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