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Este é subsídio para a presente lição da classe de Adultos. Para a continuação deste subsídio, acesse aqui.
O personagem principal do estudo de hoje tem por nome Josafá. Ele em meio a grande crise política em seu reinado, em Judá, se voltou para Deus em oração e jejum, a fim de receber o socorro do altíssimo (2Cr 20.1-12).
Deus por ser um pai amoroso, está sempre atento às orações de seus filhos (I Pedro 3.12). Por conseguinte, sigamos o exemplo deste quarto rei de Judá, a fim de recebermos a ajuda necessária em tempos de crises.
SUBSÍDIO DA LIÇÃO DA SEMANA 

I. REINO DIVIDIDO
O reino de Israel esteve sob a liderança de Saul, Davi e Salomão por cento e vinte anos. O rei Salomão morreu em 931 a.C. marcando assim a decadência política, moral e religiosa da monarquia. Roboão, o seu filho, assumiu o reino, mas acabou dividindo-o em dois: o do Norte e o do Sul.


1.    ADIVISÃO DO REINO
A separação das dez tribos "veio de Deus", 11:11, 31; 12:15, como castigo da apostasia de Salomão e como uma lição para Judá.
O Reino unido durou 120 anos: Saul, 40 anos, At 13:21; Davi, 40 anos, 2Sm 5:4; Salomão, 40 anos, l Rs 2:42. Depois da morte de Salomão, dividiu-se o reino: dez tribos formaram o reino do Norte, chamado "Israel"; Judá e Benjamim formaram o reino do Sul, chamado "Judá".

2. O REINO DO NORTE
O reino do Norte durou pouco mais de 200 anos, e foi destruído pela Assíria, 722 a.C. O reino do Norte constituía-se de dez tribos.
a) A Religião do Reino do Norte
Jeroboão, fundador do reino do Norte, adotou para manter separados os dois reinos, o culto do bezerro, a religião do Egito, como religião oficial do reino recém-formado. O bezerro veio a constar como símbolo da independência de Israel.
Jeroboão incutiu tão profundamente o culto do bezerro no reino do Norte que não pode ser arrancado daí senão com a queda desse reino.
O culto de Baal, introduzido por Jezabel, prevaleceu por uns 30 anos, mas foi exterminado por Elias, Eliseu e Jeú, nunca mais reaparecendo, embora persistisse, com intermitências, em Judá, até ao cativeiro deste.
Todos os 19 reis do Norte seguiram o culto do bezerro de ouro. Alguns deles serviram também a Baal, porém nenhum tentou alguma vez fazer o povo voltar para Deus.
b) Quem era Baal  ?
Baal era o deus do trovão, do raio e da fertilidade, e supostamente tinha poder sobre os fenômenos naturais. Baal era uma divindade cananita (1Rs 16.31). Baal era filho da deusa Aserá.
A longa seca sobre o reino do norte criou as condições necessárias para Elias desafiar os profetas de Baal e provasse que tal divindade não passava de um falso deus (1 Rs 17.1,2; 18.1,2, 21,39).

3. O REINO DO SUL
O reino do Sul tinha apenas duas tribos, Judá e Benjamim. O reino do Sul foi um pouco além de 300 anos, e foi destruído pela Babilônia, no período entre 605 e 587 a.C. A única razão para Deus preservar o Reino do Sul, Judá, por tanto tempo como o fez foi por causa de seu amado Davi (1 Rs 11:34-39; 15:4). O povo devia muito a Davi e à longanimidade do Senhor!
a) À Religião do Reino do Sul
Foi o culto de Deus: posto que a maioria dos reis servisse aos ídolos e andasse nos maus caminhos dos reis de Israel, contudo alguns dos reis de Judá serviram a Deus e por vezes houve notáveis reformas no meio desse povo. Entretanto, apesar dos repetidos e enérgicos avisos dos profetas, Judá acabou por abismar-se nas práticas horríveis do culto de Baal e de outras religiões dos cananeus, até que não houve mais remédio.

II. O REI DO SUL – JOSAFÁ
a) Quem era Josafá (1Rs 22.41-50)
Josafá, filho de Asa, reinou sobre Judá vinte e cinco anos (873/872 a.C.). Nos primeiros três anos, foi corregente de seu pai, Asa. Josafá aparece inicialmente nos versículos 2-4, em que fez uma aliança vergonhosa com o rei perverso de Israel e, como resultado, quase perdeu a vida. Em geral, porém, foi um rei bom que:
Seguiu o exemplo de seu pai e combateu a idolatria, mas não conseguiu erradicá-la completamente (v. 43).

b) Os cinco Josafá do Antigo Testamento
Esse nome, que significa «Yahweh julgou», é o nome de cinco personagens das páginas do Antigo Testamento, a saber:
1. Um oficial da corte de Davi que trabalhava como cronista. Ver II Sam. 8.16; 20.24; 2Cr. 18.15. Continuou a trabalhar para Salomão, quando este sucedeu a seu pai, Davi. Sua época de atividades foi entre cerca de 984 a 965 a.C. Era filho de Ailude.
2. Um dos doze intendentes do rei Salomão. Josafá era filho de Parua (1Reis 4.17). Controlava o distrito de Issacar. Viveu por volta de 960 A.C.
3. O pai do rei Jeú, e filho de Ninsi (2Reis 9.2,14). Ele viveu por volta de 842 a.C.
4. Um sacerdote que teve a missão de tocar a trombeta, perante a arca, quando esta estava sendo transportada da casa de Obede-Edom para Jerusalém, em cerca de 982 a.C. Ver 2 Cr. 15:24.
5. O quarto rei de Judá, reino do sul, e sexto da linhagem real de Davi. Ele era filho do rei Asa, quando o sucedeu no trono, com a idade de trinta e cinco anos. Continuou reinando por vinte e cinco anos, de 873 a 849 a.C. Foi contemporâneo de vários reis de Israel, Onri, Acabe, Acazias e Jeorão. Os profetas Elias e Eliseu estiveram ativos durante o seu reinado, posto que atuavam muito mais no reino do norte, Israel.
Josafá viveu até os sessenta anos, e morreu após ter reinado por vinte e cinco anos. Isso ocorreu em cerca de 896 a.C. Jeorão, seu filho, que havia atuado como corregente nos últimos anos de sua vida, sucedeu-o no trono.

c) O reinado de Josafá (2Cr 17.1-6)
Josafá parece ter sido corregente com seu pai por aproximadamente três anos, 873- 870 a.C. (cf. 1 Rs 22.41-50). Há mais detalhes nos livros das Crônicas do que em Reis. Ele é o primeiro rei avivalista reformador a trazer verdadeiros resultados. Obviamente construiu sobre o antigo alicerce que fora preparado por seu pai, Asa. A prosperidade foi maior sob o governo de Josafá do que sob o de seu pai, e foi dito que ele andou nos primeiros caminhos de Davi.

d) Josafá e o ensinamento
Josafá compreendeu que ensinar a Palavra de Deus (2Cr 17. 9) é tarefa de todos os líderes que são da fé (confira Mt. 28.20), não apenas os levitas e sacerdotes profissionais (Dt. 33:10; Lv. 10:11).

e) O exército de Josafá
Os três exércitos judaicos de Josafá totalizavam assim 780.000 homens, em comparação com os 500.000 do tempo de Davi (2Sm. 24.9). Ele também convocou os serviços dos dois exércitos benjaminitas de 380.000 homens. São cifras muito grandes, incluindo a convocação, sem dúvida nenhuma, de todos os seus cidadãos (2Cr. 14; 8).

f) Erros de Josafá
Ele foi um dos maiores reis de Judá, apesar de ter tomado algumas decisões insensatas. Ele não apenas buscou o próprio Deus, mas mandou os sacerdotes irem ao povo a fim de ensinar- lhe os caminhos do Senhor.
Ø  Seu primeiro erro foi casar-se na família do rei ímpio de Israel Acabe, adorador de Baal e marido da perversa rainha Jezabel. Foi um casamento de conveniência política, e, assim, Acabe pôde aliar-se a Josafá.
Ø  O segundo erro de Josafá foi unir-se a Acabe na luta contra os inimigos de Israel. Acabe disse a Josafá que usasse a indumentária real na batalha, o que o transformava em um alvo fácil, mas Deus protegeu Josafá e fez com que Acabe fosse morto. Esse evento deve encorajar-nos a não pecar, pois o Senhor não está obrigado a proteger-nos quando não seguimos a vontade dele (Sl 91.9-16).
Ø  Seu terceiro erro foi aliar-se ao perverso rei Acazias em uma tentativa de conseguir riquezas (2Cr 20.35- 37). Deus quebrou os navios e deu um fim ao empreendimento. E uma infelicidade que, às vezes, falte discernimento às pessoas piedosas, e estas se deixem envolver em alianças que são benéficas apenas aos inimigos e desgraçam o nome do Senhor.
Quando confrontado pela união dos exércitos dos moabitas e dos amonitas, dois antigos inimigos de Israel (Gn 19:30-38; Dt 23:3; Ne 13:1), Josafá pôs sua fé no Senhor, e ele deu-lhe grande vitória. A combinação de oração (2Cr 20:3-13), profecia (2Cr 20:14-17) e louvor (2Cr 20:18-22) deu-lhe a vitória.
A espiritualidade de Josafá avulta entre as mais bem formadas, entre os monarcas de Judá. Ele incorreu em erros, mas a sua vida, considerada como um todo foi espiritualmente positiva. Ele se mostrou leal para com a fé de seus antepassados puro em seus motivos e em seus atos.
III. ATITUDES DE JOSAFÁ DIANTE DE SEUS INIMIGOS

1. A ORAÇÃO DE JOSAFÁ (2Cr 20.5-19)
Em momentos de crise, a oração é uma fonte de força capaz de nos fazer recordar experiências prévias em que fomos ajudados por Deus.
O rei invocou o Deus de seus pais, e relembrou libertações ocorridas no passado, diante do pátio novo. Este seria o pátio externo, provavelmente renovado ou reconstruído desde os dias de Salomão.
Sob a sombra do Templo, Josafá se lembrou e citou a oração de seu tataravô, na ocasião em que o local santificado havia sido dedicado (2Cr 6.28-31).
O rei e seu povo se depararam com o tipo de dilema que todos nós enfrentamos mais de uma vez na vida: e não sabemos nós o que faremos. Mas ele, também tinha o recurso para a solução do problema. Este meio está à disposição de todo o verdadeiro servo de Deus: Os nossos olhos estão postos em ti. Seguindo uma liderança temente e obediente ao Senhor, as esposas (e também as crianças) permaneceram perante o Senhor com os seus maridos e com o seu rei.

2. JOSAFÁ CONVOCA UM JEJUM NACINAL (2Cr 20.3)
O jejum era um sinal de pesar (Jz. 20:26) e não era um procedimento regular na religião hebraica pré-exílica (a não ser que esteja implícita em Lv. 16:29-31). Mas do período de Samuel em diante, foi usado para enfatizar a sinceridade das orações do povo de Deus quando Israel enfrentava problemas especiais (1 Sm 7:6; cons. Atos 13:2).
a) O Jejum na Bíblia
Baseado em Mateus 6.17,17, podemos afirmar que o ato de jejuar é considerado uma parte normal da vida espiritual de uma pessoa (ICo 7.5). O jejum está associado à tristeza (9.14-15), oração (17.21), caridade (Is 58.3-6) e busca da vontade de Deus (At 13.2-3; 14.23).
b) Definindo o jejum bíblico
Na Bíblia, jejuar refere-se à abstenção de alimento por motivos espirituais.
Embora o jejum apareça frequentemente vinculado à oração, ele por si só deve ser considerado uma prática de proveito espiritual.
Na realidade, o jejum bíblico pode ser chamado de oração sem palavras.
c) Há três formas principais de jejum, vistas na Bíblia:
(1) Jejum normal à abstenção de todos os alimentos, sólidos ou líquidos, mas não de água;
(2) jejum absoluto a abstenção tanto de alimentos como de água (Et 4.16; At 9.9);
Normalmente este tipo de jejum não deve ir além de três dias, pois a partir daí o organismo se desidrata, o que é muito nocivo à saúde. Moisés e Elias fizeram jejum absoluto por 40 dias, mas sob condições sobrenaturais (Dt 9.9,18; Êx 34.28; 1 Rs 19.8);
(3) o jejum parcial uma restrição alimentar, e não uma abstenção total dos alimentos (Dn 10.3).
O próprio Cristo praticava a disciplina do jejum e ensinava que a mesma devia fazer parte da vida consagrada do cristão (6.16), além de ser um ato de preparação para a sua volta.  A igreja do Novo Testamento praticava o jejum (At 13.2,3; 14.23; 27.33).
d) O propósito do jejum com oração:
(1) um ato para Deus, visando à sua honra (6.16-18; Zc 7.5; Lc 2.37; At 13.2);
(2) o crente humilhar-se diante de Deus (Sl 69.10; Ed 8.21; Is 58.3), para receber mais graça (1 Pe 5.5) e desfrutar da presença íntima de Deus (Is 57.15);
(3) expressar pesar por causa de pecados e fracassos pessoais cometidos (1 Sm 7.6; Ne 9.1,2);
(4) pesar por causa dos pecados da igreja, da nação e do mundo (1 Sm 7.6, Ne 9.1,2);
(5) buscar graça divina para novas tarefas e reafirmar nossa consagração a Deus (4.2);
(6) como um meio de buscar a Deus, aproximar-nos dEle e prevalecer em oração contra as forças espirituais do mal que lutam contra nós (Ed 8.21,23, 31; Jl 2.12; Jz 20.26; At 9.9);
(7) como um meio de libertar almas da escravidão do mal (Is 58.6-9; Mt 17.14-21);
(8) demonstrar arrependimento e assim preparar o caminho para Deus mudar seus propósitos declarados de julgamento (Jn 3.5,10; 1 Rs 21.27-29; 2 Sm 12.16,22; Jl 2.12-14);
(9) obter revelação, sabedoria e entendimento no tocante à vontade de Deus (Dn 9.3,21, 22; Is 58.6,11; At 13.2,3); e
(10) abrir caminho para o derramamento do Espírito e para a volta de Cristo a terra para buscar o seu povo.

3. ARESPOSTA DE DEUS (2Cr 20.14-19).
Quando o povo de Deus ora com sinceridade, Deus responde. Às vezes é necessário inicialmente orar e então empreender todo o esforço humano natural. Mas existem outros tipos de vitórias espirituais. E esta era uma delas: Não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco (2Cr 20.17). O rei se prostrou com o rosto em terra (2Cr 20.18) com todo o Israel e agradeceu, enquanto os levitas se levantaram para louvar ao Senhor em voz alta.
“A batalha é do Senhor”; este foi um pensamento encorajador apresentado ao rei Josafá nos versículos 14-20.
a) O povo de Deus estava diante de um adversário poderoso, 2Cr 20.15; 2) Eles enfrentariam o inimigo sem medo ou espanto, 2Cr 20.15;
b) Foi prometida a libertação pela mão de Deus, e não por qualquer outro meio, 17;
c) A recompensa da fé é a segurança e o sucesso, 2Cr 20.20.

4. A VITÓRIA DE JOSAFÁ (2Cr 20.20-30)
Esta foi uma guerra santa. Ao invés da arca, os levitas lideraram o exército e cantavam a beleza da santidade e o imutável amor do seu Deus. Como o Senhor havia prometido, Judá não precisou lutar. Uma disputa interna surgiu entre os soldados que os atacariam, e estes lutaram uns contra os outros. Nem sequer um dos inimigos escapou!
Os soldados de Judá despojaram os corpos mortos de seus inimigos durante três dias, e recolheram mais joias do que podiam carregar. O jubiloso retorno a Jerusalém, com voz alta e tocando os seus instrumentos, foi uma ocasião alegre para toda a terra de Judá. Outras nações, ao ouvirem falar da ajuda que Deus dera a este povo, deixaram o pequeno país em paz.
Comentarista de Subsídios EBD: Ev. Jair Alves
A continuação deste artigo você encontra em E-book Subsídios EBD – Vol. 6

 
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