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Este é subsídio para a presente lição da classe de Adultos. Para a continuação deste subsídio, acesse aqui.
Deus tem suas muitas maneiras de agir em favor de seus servos. Entre essas maneiras, vemos Deus usando pessoas para abençoar pessoas. Por exemplo, em 2 Reis 4.1-7, Deus usa o seu profeta Eliseu para operar o milagre da multiplicação de Azeite, e com isso livra a pobre viúva de perder seus dois filhos para o credor.
I. ELIZEU E O MILAGRE DE DA VIÚVA
1. QUEM ERA ELIZEU
a) O seu Nome
No hebraico, Elisha, “Deus é salvação” ou “Deus, sua salvação”. A forma grega, na Septuaginta, é Elisá. No Novo Testamento, Elisaíos (Lc 4.27).
b) Família e Origens
O pai de Eliseu chamava-se Safate e era natural da cidade de Abel-Meolá, que alguns estudiosos identificam com o moderno Tell Abu Sifri, a oeste do rio Jordão e cerca de meio caminho entre o mar Morto e o mar da Galiléia.
O trecho de I Reis 19.19-21 é que nos fornece essas informações. Entretanto, não se sabe dizer onde Eliseu nasceu, embora possamos supor que foi no mesmo lugar em que nasceu seu pai, Abel-Meolá (ver I Reis 19.16).

c) O ministério de Eliseu
Eliseu começou seu ministério no reinado de Jorão, 2Reis 3:1, 11, provavelmente cerca de 850 a.C., continuando através dos reinados de Jeú e Jeoacaz, e morrendo no reinado de Jeoás, 13:14-20, pouco depois de 800 a.C.
Fora lavrador, de Abel-Meolá, no vale do alto Jordão, 1Rs 19:16,19. Recebeu de Elias sua orientação profética, 1Rs 19:21; 2Rs 3:11.
Ele e Elias eram muito diferentes. Elias era como a tempestade e o terremoto; ele, como uma voz mansa e delicada. Elias era duro como pedra; Eliseu, brando, gracioso, diplomata. Elias, homem do deserto, usava uma capa de pelo de camelo; Eliseu vivia nas cidades, trajava como os demais homens. Todavia, a capa de Elias caiu sobre ele, l1Rs 19:19; 2 Rs 2:13.

d) Eliseu e a Escola de Profetas
Samuel iniciou essa escola (1 Sm 10:10), e Elias deu continuidade a ela (1 Rs 20:35). Depois de Elias, Eliseu tornou-se o presidente da escola dos profetas de Israel. Os discípulos dos profetas eram chamados de seus «filhos», o que explica a expressão «filhos dos profetas». Entre os jovens discípulos de Elias, estivera Eliseu.
Após o arrebatamento de Elias, Eliseu tomou o seu lugar, como cabeça da escola dos profetas. Ele recebera a dupla porção do poder espiritual de Elias (2Reis 2.9,10).
Muitos foram os milagres que Deus realizou através de seu servo Eliseu. Entre tantos milagres, vemos a multiplicação do azeite de uma viúva de um de seus discípulos (2Rs 4.1-7).

2. A VIUVEZ NA BÍBLIA
a) Legislação Mosaica
Nenhuma legislação garantia manutenção para essa classe de mulheres destituídas; não havia fundos de pensão. Como elas haviam sido dependentes de seus maridos, tornavam-se dependentes de seus pais ou famílias, ou das famílias de seus maridos. Contudo, algumas legislações humanitárias aliviavam um pouco a situação:
1. O filho mais velho assumia a família, se tivesse idade. Ele tinha a parte do leão da herança e, na situação média, era o mais capaz de sustentar sua mãe.
2. Havia um triénio, terceira doação que ajudava essa categoria (Deu. 14.29; 26.12).
3. Essas mulheres tinham ritos de colheita laboriosa e lenta (Deu. 14.29).
4. Elas podiam participar livremente de banquetes (Deu. 16.11,14).
5. A lei as protegia contra a opressão e contra a fraude (Sal. 94.6; Eze. 22.7; Mal. 3.5), mas tais leis, tão frequentemente, ficavam apenas no papel e não eram colocadas na prática. As viúvas eram facilmente defraudadas (juntamente com os estrangeiros).

6. Lei do levirato. Essa lei exigia que um irmão (ou possivelmente outro membro da família, do lado do marido) assumisse a viúva como sua mulher e, se ele já fosse casado isso não faria nenhuma diferença, já que a sociedade judaica era polígama (Deu. 25.5, 6; Mat. 22.23-30). Essa lei, contudo, não era absoluta.
Havia maneiras pelas quais o homem poderia escapar, e muitos (se não a maioria) o faziam. De fato, todas as 'eis preparadas para favorecer as viúvas não eram muito respeitadas e isso ocasionou urna “classe destituída”. Jó 24.21 fala sobre aqueles que não faziam nada de bom para a viúva como uma classe especial de pecadores. Então havia aqueles que cometiam violências contra elas em roubos ou mesmo assassinatos para conseguir o que tinham de dinheiro e suas propriedades (Sal. 94.6, cf. Isa. 1.23). Tal abuso continuou no Novo Testamento, o que é demonstrado pela denúncia de Jesus daqueles que “devoravam” as casas das viúvas (Mat 23.14).

b) Viúvas na No Antigo e Novo Testamento
1. Abigail, cujo marido tolo, Nabal, foi morto por Deus (1 Sm 25.37-39)
2. Ana, a profetiza de 84 anos de idade, que esteve presente por ocasião da apresentação de Jesus no templo (Lc 2.36,37)
3. Bate-Seba, a mulher de Urias, o homem a quem Davi mandou para que fosse morto na frente de batalha (2 Sm 11.26)
4. Jezabel, cujo marido Acabe foi morto em uma batalha (1 Rs 16.31; 22.40)
5. A mãe de Hirão, cujo filho ajudou Salomão na construção do primeiro templo (1 Rs 7.13,14)
6. A mulher de Finéias, nora de Eli, e mãe de Icabô (1 Sm 4.19)
7. A mulher de um dos profetas, a favor de quem Eliseu realizou um milagre ajudando-a a saudar uma grande dívida (2 Rs 4.1)
8. Noemi, cujo marido, Elimeleque, morreu em Moabe (Rt 1.2-5)
9. Orfa, viúva de Quiliom, e nora de Noemi (Rt 1.2-5)
10. Rute, viúva de Malom, a leal nora de Noemi (Rt 1.2-5)
11. Safira, que foi morta por Deus por ter mentido ao Espírito Santo, assim como, momentos antes, havia acontecido a seu marido, Ananias (At 5.5-10)
12. Tamar, cujos dois maridos, Er e Onã, foram mortos por Deus (Gn 38.6,7)
A viúva de Naim, cujo filho foi ressuscitado dentre os mortos pelo Senhor Jesus Cristo (Lc 7.12-15)
14. A viúva pobre no templo, que foi mencionada por Jesus como um exemplo de alguém que contribuía de modo fiel (Mc 12.42)
15. A viúva de Sarepta, cujo filho foi ressuscitado por Elias (1 Rs 17.9)
16. Zerua, a mãe de Jeroboão, que foi o primeiro rei das dez tribos de Israel (1 Rs 11.26)

3. O MILAGRE NA CASA DA VIÚVA
Uma pobre viúva, — conhecida de Eliseu, queixou-se a ele de um credor que estava prestes a escravizar seus filhos, — como meio de receber a dívida. O texto em Levítico 25.39,40 determina que se o devedor não pudesse pagar a sua dívida, ele era obrigado a servir ao credor como escravo até o ano do jubileu.
Ora, a única coisa que a viúva tinha ao seu dispor era uma botija de azeite.
O profeta então a instruiu para que pedisse emprestados todos os tipos de vasos vazios, da parte de suas vizinhas. Então ela derramou da botija o azeite, enchendo todos aqueles vasos. O azeite continuou vertendo da botija para os vasos; e assim ela foi capaz de pagar a dívida, vivendo ainda da renda produzida pela venda do azeite. Deus pode fazer as árvores produzirem dinheiro, se isso é o que tem de ser feito, a fim de dar aos seus santos o que eles precisam. Ver II Reis 4.1-7.

II. MILAGRES À LUZ DA BÍBLIA
1. DEFINIÇÕES DE MILAGRE

A palavra «milagre» vem do latim mirari, «admirar-se». Mirus é um adjetivo latino que significa «maravilhoso», «admirável». Miraculum é alguma «maravilha», um «prodígio», um «milagre». Se os eventos miraculosos são aqueles que ultrapassam daquilo que se poderia esperar de circunstâncias naturais e usuais, então esses acontecimentos são chamados milagres.
Milagre é um evento dentro do mundo natural, mas que aparentemente está fora de sua ordem normal, podendo ser explicado somente através de algum poder sobre-humano ou divino.
Milagres do Antigo Testamento e do Novo Testamento servem para expor que Deus é capaz de fazer o que julga ser o melhor em seu mundo criado. Ninguém pode deter a mão, dizendo: "Que fazes?" Ele é supremo no reino de objetos inanimados.

2. TERMOS GREGOS PARA MILAGRES
Certa variedade de termos é usada na Bíblia para indicar acontecimentos miraculosos ou admiráveis. Quando chegamos ao Novo Testamento grego encontramos três palavras:
- Teras, «distintivo», «maravilhoso». Essa palavra ocorre por dezesseis vezes: Mat. 24:24; Mar. 13:22: João 4:48; Atos 2:19 (citando Joel 3:3); 2:22, 43; 4:30; 5:12; 6:8; 7:36; 14:3; 15; 12; Rom. 15:19;
II Cor. 12:12; II Tes. 2:9; Heb. 2:4.
- Dúnamis, «poder», «prodígio». Essa palavra é muito comum no Novo Testamento, pois ocorre por cerca de cento e vinte vezes, algumas vezes indicando poderes miraculosos, começando em Mat. 6:13 até .Apo. 19:1. O verbo correspondente, dúnamai, também é muito comum.
- Semehn «sinal», algo de natureza extraordinária, um acontecimento miraculoso que serve de sinal. Esse termo grego aparece por setenta e três vezes no Novo Testamento, embora por menos da metade desse número indique algum acontecimento miraculoso. Começa a ser usado em Mat. 12:38 e vai até Apo. 19:20. Ver João 2:11; 3:2; Atos 8:6, 13; 15:12.
No Novo Testamento, esses três termos, «milagre», «maravilha» e «sinal», algumas vezes aparecem juntos. Ver Atos 2:22; II Tes. 2:9 e Heb. 2:4.
Comentarista de Subsídios EBD: Ev. Jair Alves

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