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O que é a doutrina das manifestações de Deus pregada pelos unitaristas? Quais seus erros e como essa doutrina nega que Jesus é o Filho de Deus?
O unitarismo não é uma religião, mas uma doutrina adotada por vários grupos religiosos no decorrer da História. O unitarismo teológico nega a Trindade Divina, admitindo apenas uma pessoa.

O pensamento unitarista é muito antigo, embora não organizado em tempos remotos. As religiões monoteístas tinham de alguma forma a ideia unitarista, mesmo que a formação doutrinária das principais religiões monoteístas, como o judaísmo, em seu conjunto de doutrinas não caracterizava na sua essência uma religião unitarista. Já o islamismo pode ser caracterizado como religião unitarista, pelo fato da descrença na Trindade Divina.



As raízes do unitarismo no cristianismo historicamente estão relacionadas ao arianismo. Os arianos eram aqueles que acreditavam nos fundamentos da doutrina do presbítero Ário (265-356 a.C.), da igreja de Alexandria, que negava a Trindade. As especulações teológicas de Ário foram desenvolvidas com ideias gregas, que floresceram no gnosticismo. Os arianos afirmavam que Cristo foi criado por Deus, não era eterno e era inferior a Deus, uma espécie de divindade secundária.

Com o pensamento unitarista, os arianos desenvolveram algumas formas no desenvolvimento dessa doutrina, se dividindo em alguns grupos; entre esses, o grupo daqueles que negava a divindade de Cristo com mais veemência.

O teólogo cristão Atanásio (300-373 d.C.) confrontou-se com a doutrina de Ário, e enfatizou a interpretação "da mesma substância". Foi mostrado que o problema poderia ser solucionado pelo reconhecimento de "uma natureza e três pessoas".

Os unitarista sempre colocaram as supostas manifestações de Deus, na tentativa de justificar sua falsa hermenêutica; muitos deles alegaram sonhos, visões, presença de anjos e outras revelações, que induziam as pessoas a seguirem seus ensinamentos. Os unitaristas antigos e modernos divergem em algumas doutrinas: algumas são unitaristas por terem como crença somente o Pai; outros, somente o Filho, e outros ainda, somente o Espírito Santo, mas são todos unitaristas.

No islamismo, Jesus Cristo não é Deus, não tem atributos divinos, não morreu na cruz, não ressuscitou, não é Salvador. Os textos do Alcorão são bem claros, sem dificuldades de interpretação. A primeira manifestação de Deus para os muçulmanos dizem ter sido através do anjo Gabriel, que para o islã é interpretado como a mesma pessoa do Espírito Santo.

Para as Testemunhas de Jeová, a manifestação de Deus à humanidade não é através de Jesus, por isso negam sua divindade. Porém, é destacado com' veemência na doutrina apostólica, que Jesus Cristo é a verdadeira manifestação de Deus ao mundo.
"O que era desde o princípio... e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunhos, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada", Uo 1.1-2. Em l João 5.20, destacam-,.-se as seguintes verdades contrárias às mentiras unitaristas:
a) O Pai e o filho são duas pessoas distintas: "Também sabemos que o Filho de Deus..."
b) O Filho é a verdadeira manifestação do Pai para a salvação da humanidade: "...o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro..."
c) O Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, nos esclarece acerca de Jesus para não sermos confundidos: "E estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo" (comparar com l João 4.13).
d) O Filho é Deus: Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
A Bíblia revela que dentro da essência una de Deus subsistem três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. As três pessoas compartilham uma só natureza divina comum, O Deus único existe numa pluralidade de três pessoas identificáveis, distintas.

Reverberação: †Subsídios EBD
Fonte: JMP, outubro de 2004
Autor: Pr. António Menezes

 
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