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1. A QUEDA E O CARÁTER HUMANO
Deus fez o homem perfeito em termos espirituais, morais e físicos. Após criar todas as coisas materiais no universo e na terra, o Criador tomou a decisão de criar um ser que fosse sua representação na terra. Ele fez esse ser de forma bem diferente da que usara para criar as coisas e seres nos reinos animal, vegetal e mineral. Para criar esses reinos, ele usou tão somente o poder sobrenatural de sua mente divina, expresso pela energia criadora de suas palavras. “Enquanto os outros seres foram criados sob o impacto do “fiat” (faça-se) de Deus, o homem teve criação de um modo bem diferente.

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Deus, Elohim (hb), expressão plural de El (hb), concretizou o seu projeto para criar um ser especial, de forma especial, nos atos da criação. Assim, Ele, em conjunto com os outros componentes de sua Unidade, que se consubstanciam na Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), de modo solene e majestático, disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.26,27 – grifo do autor). O homem e a mulher foram criados à “imagem” e “semelhança” do Criador.
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2. IMAGEM E SEMELHANÇA COM DEUS

A palavra hebraica para “imagem” é tselem, e a palavra “semelhança” é d`mût, e ambas referem-se a algo similar ou idêntico à coisa que elas representam, ou àquilo de que são a “imagem”.

Podemos dizer que o homem era, no seu estado original, no ato da criação, uma “imagem” ou representação de Deus, tendo características de Deus em sua pessoa, tais como pessoalidade, amor, justiça, santidade, retidão, perfeição moral, tudo isso à semelhança de Deus. Mas o homem não poderia ser “igual” a Deus. Só Jesus é “o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa” (Hb 1.3); “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl 1.15).
A interpretação do que vem a ser a “semelhança” de Deus no homem tem muitas variantes. Há quem entenda que essa “semelhança” é apenas moral e espiritual.

Outros entendem que é mais ampla, que inclui a essência da divindade do Criador.  Na Bíblia de Estudo Pentecostal, lemos que “Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral (2.16,17) e plena comunhão”.

Na Bíblia de Estudo Pentecostal, também está escrito que “Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais, tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre-arbítrio (2.19,20; 3.6,7; 9.6)”. Não resta dúvida de que, ao criar o homem à sua “imagem” e conforme a sua “semelhança”, Deus imprimiu nele marcas de sua personalidade e do seu caráter divinos.
 

3. A DEFORMAÇÃO DO CARÁTER HUMANO

O homem foi criado perfeito em toda a sua constituição tricotômica, formada de “espírito, e alma e corpo” (1 Ts 5.23).

O livro de Eclesiastes diz: “Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções” (Ec 7.29). Nesse texto, o termo “invenções” não se refere às descobertas científicas ou tecnológicas, que são frutos da inteligência humana. Refere-se, sim, às mudanças e inovações de caráter moral negativo ou pecaminoso, contrariando a vontade de Deus.
Langston diz:
“O homem foi criado bom. Todas as suas tendências eram boas. Todos os sentimentos do seu coração inclinavam-se para Deus, e nisso consistia a sua semelhança moral com o Criador. As Escrituras ensinam mui claramente que o homem foi criado natural e moralmente semelhante a Deus, e ensinam também que ele perdeu essa semelhança moral quando caiu pelo pecado”.

Esse é um ponto importante: o homem, quando deu lugar ao Diabo e desobedeceu a Deus, pecou e, por causa disso, perdeu aquela semelhança moral com o criador. Ficaram, na verdade, os traços daquela semelhança, distorcida, prejudicada, no ser humano. Esses
traços são o senso de justiça, de ética e da busca por um ser supremo no âmago de sua consciência. O seu caráter, impresso por Deus em sua mente, em seu interior, foi deformado pelos efeitos espirituais e morais da Queda. As consequências do pecado no caráter humano foram trágicas e, ao longo dos séculos, só tem evoluído para pior.

b) No relacionamento com Deus.
Desde o Éden, o homem tem se afastado progressivamente de Deus em direção à condenação eterna. Na semelhança com Deus, o homem tinha a glória de Deus em seu ser como obra-prima da Criação. Mas o pecado desfigurou-o, cortando a ligação direta com seu Deus (Rm 5.12), ninguém nasce isento da marca da tragédia espiritual. Mesmo a criança inocente já tem a influência e os efeitos do pecado original sobre seu ser (Sl 51.5).

As repercussões e o alcance desse fato de natureza espiritual têm
sido sentidas ao longo da História: Como um fantoche manipulado pelo Diabo, o homem ímpio pratica violência, injustiças, mortes, guerras, fomes, idolatria, feitiçaria; e Deus permite (ou provoca) pestes, tragédias naturais, doenças, e outros males sem conta.
 
Depois do Dilúvio, Deus disse: “[...] Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice [...]” (Gn 8.21 – grifo nosso). Pior que todas as tragédias humanas e naturais foi o afastamento do homem do seu Criador, voltando-se para deuses, criados por sua mente corrompida ou criados pelo Diabo, em seu plano de destruição da raça humana.

Esse gravíssimo pecado de idolatria foi objeto da Lei de Deus para reconduzir o homem à adoração verdadeira (Êx 20.3,23; 34.15 e ref.); toda religião que não tem Deus como o Criador e Jesus Cristo, seu Filho, como Salvador, é instrumento do Diabo para afastar o homem de Deus.

b) No relacionamento humano.
No momento da Queda, quando Deus quis falar com Adão e perguntou onde ele estava, este respondeu que estava com medo da voz de Deus; quando o Senhor perguntou se o homem havia comido da árvore proibida, ele não assumiu a culpa, mas procurou justificar seu erro acusando a esposa. Quando Deus questionou Eva por que ela fizera aquilo, ela transferiu a culpa para a serpente (Gn 3.9-13).

Foi um impacto terrível na mente do ser humano. Ali, aflorou a deformação de seu caráter originalmente puro e santo. Com a Queda, o pecado continuou a expandir-se no meio das gerações dos descendentes de Adão.

2) No relacionamento humano.
No momento da Queda, quando Deus quis falar com Adão e perguntou onde ele estava, este respondeu que estava com medo da voz de Deus; quando o Senhor perguntou se o homem havia comido da árvore proibida, ele não assumiu a culpa, mas procurou justificar seu erro acusando a esposa.

Quando Deus questionou Eva por que ela fizera aquilo, ela transferiu a culpa para a serpente (Gn 3.9-13).
Foi um impacto terrível na mente do ser humano. Ali, aflorou a deformação de seu caráter originalmente puro e santo. Com a Queda, o pecado continuou a expandir-se no meio das gerações dos descendentes de Adão.

c) A depravação moral da sociedade.
Os episódios envolvendo os habitantes das cidades de Sodoma, Gomorra e adjacências revelam o quanto a corrupção espiritual e moral entranhou-se na natureza do homem caído. Além da idolatria que afrontava a Deus, o homem, tentado pelo Diabo, resolveu acirrar sua rebelião em total desrespeito ao plano do Criador para o relacionamento sexual.

A depravação do caráter humano alcançou a baixeza em níveis absurdos. Deus fez o homem na sua conformação heterossexual: “Macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Os habitantes daquelas cidades perverteram o uso natural do corpo e passaram a ter relações homossexuais, homem com homem, mulher com mulher, contrariando o plano de Deus.

Até os anjos enviados para retirar o patriarca Ló daquele lugar a ser destruído foram alvo da depravação deles, que tentaram atacar os mensageiros celestiais e ter relações abomináveis, imaginando que eram apenas estrangeiros atraentes aos seus olhos carregados de concupiscência carnal (Lv 18.22; 20,13).

Eles, no entanto, foram punidos severamente com cegueira, e as cidades deles foram destruídas por uma catástrofe enviada por Deus. Dali para os dias presentes, a depravação moral acentua-se cada vez mais, como prova da rebelião do homem perdido contra
seu Criador. Além da homossexualidade, o homem perdido tem adotado práticas perversas e criminosas contra seu semelhante. A pedofilia, a bestialidade, o adultério, a fornicação, o travestismo, a transexualidade e outras abominações são exemplos evidentes da corrupção do caráter humano.

O apóstolo Paulo resumiu a depravação que havia em seu tempo e que se agravaria no futuro. Sua mensagem soa grandemente atualizada, face à depravação que domina o caráter do homem nos dias atuais (Rm 1.18-32).

d) No relacionamento com a natureza.
O planeta Terra foi preparado para ser o ambiente ideal para o desenvolvimento da vida do homem e dos animais, como seres vivos, necessitados de condições ecológicas e ambientais apropriadas para sua existência sadia e segura.

A Terra foi dada por Deus “aos filhos dos homens” (Sl 115.16). “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Gn 2.15). Além de cuidar do planeta, o homem teria o domínio da Terra, com autoridade delegada pelo Criador sobre todos os reinos naturais (Gn 1.28). Todavia, usando mal o seu livre-arbítrio, o homem fracassou em cuidar de si mesmo e do planeta.

Por causa da Queda, “O planeta Terra, que seria um ‘paraíso global’ para o habitat do homem, sofreu a maldição de Deus. A ecologia foi mudada. As condições ambientais foram transformadas. Antes, a terra só produzia para benefício do homem. Depois, passou a germinar cardos e espinhos. Isso, sem dúvida, refere-se
a tudo o que, na natureza, prejudica o homem.

Este se serve da terra, mas com dor, com sofrimento. Mesmo que use a inteligência e consiga utilizar os instrumentos materiais para o cultivo da terra, isso tem um custo muito alto. E os frutos da produção não são acessíveis a todos”. O mau uso dos recursos naturais tem provocado verdadeiras catástrofes na natureza. Tufões, furacões, tornados; enchentes de um lado e secas de outro; poluição do ar, das águas e do solo; todos esses são exemplos do fracasso do homem em cuidar de seu habitat concedido por Deus.
 
Seu caráter deturpado visa mais as riquezas pessoais e materiais do que uma qualidade melhor de vida. No Apocalipse, há uma mensagem de profundo sentido ecológico, na restauração do planeta, na volta de Jesus (Ap 11.18).


Fonte: O caráter Cristão, Moldado pela Palavra de Deus e Provado Como Ouro. Autor: PR. Elinaldo R. Lima / Editora: CPAD
 
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