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Tradicionalmente, há quatro argumentos básicos usados para comprovar a existência de Deus.
Estes argumentos são chamados de: argumentos cosmológicos, teleológicos, morais e ontológicos. Vamos CHAMAR ESSES de argumentos de criação (cosmos significa criação), argumentos de projeto (telos significa propósito), argumentos da lei moral, e argumentos do ser (ontos significa ser).
OBS. Veja os argumentos de projeto – Parte 2
1 - O Argumento a partir da Lei Moral
Argumentos semelhantes, baseados na ordem moral do universo, ao invés da ordem física, podem ser oferecidos. Estes argumentos sustentam que a causa do universo é moral, além de ser poderosa e inteligente.
1. Todas as pessoas estão conscientes de uma lei moral objetiva.
2. Leis morais objetivas implicam um legislador moral.
3. Logo, há um legislador moral supremo.
Em certo sentido, esse argumento também segue o princípio da causalidade. Mas as leis morais são diferentes das leis naturais que
abordamos anteriormente.

As leis morais não descrevem o que é; elas prescrevem o que deve ser. Eles não são simplesmente uma descrição do modo como as pessoas se comportam, e não são conhecidas através do ato de observar o que as pessoas fazem. Se fosse assim, com certeza a nossa ideia de moralidade seria diferente. Em vez disso, as leis morais nos dizem o que as pessoas devem fazer, independentemente das pessoas estarem ou não cumprindo essas leis. Assim sendo, todo “dever” moral tem origem além do universo natural. Você não pode explicá-las com base em algo que acontece no universo, e elas não podem ser reduzidas às coisas que as pessoas fazem no universo. As leis morais transcendem a ordem natural e requerem uma causa transcendente.



1. A História do Argumento Moral
Este argumento ganhou destaque no início do século XIX, após os escritos de Immanuel Kant, que sustentava a ideia de que não há nenhuma maneira de ter conhecimento absoluto sobre Deus, além de rejeitar todos os argumentos tradicionais a respeito da existência de Deus. Ele, contudo, aprovou a abordagem moral, não como uma prova da existência de Deus, mas como uma maneira de Mostrar que Deus é um requisito necessário para a vida moral.  Em outras palavras, não é possível sabermos se Deus existe, mas devemos agir como se Ele existisse para que a moralidade faça sentido.

Pensadores posteriores refinaram o argumento a fim de mostrar que existe uma base racional para que a existência de Deus seja encontrada na moralidade. Houve também tentativas de refutar a existência de Deus por meio de razões morais baseadas em ideias que vêm de Pierre Bayle e Albert Camus. A defesa mais popular do argumento moral é feita por C. S. Lewis, na parte 1 de seu famoso livro Cristianismo Puro e Simples.

Algumas pessoas podem dizer que esta lei moral não é realmente objetiva; esta lei não é nada além de um julgamento subjetivo que vem de convenções sociais.

Contudo, esta visão não leva em conta o fato de que todas as pessoas têm um conjunto de práticas que consideram erradas (como assassinato, estupro, roubo, e o ato de mentir). Além disso, essa crítica soa muito parecida com um julgamento subjetivo, porque essas pessoas estão dizendo que os nossos juízos de valor estão errados. Se não houver uma lei moral objetiva, não pode haver juízos de valor certos ou errados. Se os nossos pontos de vista a respeito da moralidade forem subjetivos, os pontos de vista dessas pessoas serão igualmente subjetivos.
Mas se elas afirmam fazer uma declaração objetiva sobre a lei moral, então elas sugerem que existe uma lei moral no próprio ato de tentar negá-la. Tal raciocínio se mostra falho em ambas as formas. Até mesmo a sua declaração “nada além de” exige “mais do que” conhecimento, o que mostra que essas pessoas defendem secretamente alguns padrões absolutos que estão além de julgamentos subjetivos.
Por fim, descobrimos que até mesmo aqueles que dizem não haver ordem moral esperam ser tratados com justiça, cortesia e dignidade. Se um deles levantasse essa objeção e nós respondêssemos: “Ah, cale a boca. Quem se importa com o que você pensa?”, nós poderíamos descobrir que essa pessoa acredita na existência de alguns “deveres” morais.

Todos esperam que as outras pessoas sigam alguns códigos morais, até mesmo aqueles que tentam negá-los. A lei moral é um fato inegável. Até mesmo o renomado cientista Francis Collins, que liderou o famoso projeto do genoma humano, declarou: “Após 28 anos como um fiel, a Lei Moral ainda se destaca para mim como o sinal mais forte a respeito da existência de Deus. Mais do que isso, ela aponta para um Deus que se preocupa com os seres humanos, um Deus que é infinitamente bom e santo.”

LEIA A CONTINUAÇÃO – PARTE: 4, em breve

 
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